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terça-feira, 5 de março de 2013

A menina dos fósforos (Monteiro Lobato)

Isto foi num desses países onde a neve cai durante o tempo de inverno – e fazia um horrível frio naquela noite do ano. Dentro do frio e dentro do escuro da noite a menina lá seguia, de pés descalços pela cidade deserta. Descalça? Sim. É verdade que saíra de casa com um par de chinelas muito grandes para seus pés, pois tinham sido de sua mãe. Ao atravessar a rua, porém, teve de correr para desviar-se duma carruagem na disparada, e perdeu as chinelas; quando voltou para procurá-las, viu que um moleque havia apanhado um pé, saindo a correr com ele na mão. “Vou fazer um berço desta chinela!”, dizia ele. O outro pé não foi possível encontrar - com certeza sumiu enterrado na neve pelas patas dos cavalos. Por isso lá ia a menina de pés nus e já azuis de frio. Era uma vendedeira de fósforos, do tempo em que os fósforos se vendiam soltos e não em caixa; no avental trazia uma porção deles e na mão um punhadinho. Mas ninguém lhe comprara ainda um só, e lá se ia ela, tiritando de frio, sem um vintém no bolso. Verdadeiro retrato da miséria, a coitadinha! Flocos de neve recobriam seus cabelos cor de ouro, todos cacheados, sem que a menina desse por isso. Em muitas casas a luz do interior saía pelas janelas misturada com um saboroso cheiro de ganso assado – porque era dia de S. Silvestre, dia em que todos que podem comem um ganso assado. Em certo ponto a menina sentou-se encolhidinha rente a uma parede e cruzou os pés debaixo da saia. Nada adiantou. Sentiu-se mais enregelados ainda. Como não tivesse vendido nenhum fósforo não se animava a voltar para casa. Sem dinheiro no bolso estava proibida de aparecer lá. Seu pai com certeza que a surraria – além disso o frio era lá tanto como ali. Uma casa velha, de teto esburacado e paredes rachadas por onde o vento entrava zunindo. Suas mãozinhas começaram a perder os movimentos. Teve uma ideia: acender um daqueles fósforos para aquecer os dedos entanguidos. Assim fez. Riscou um fósforo na parede – chit! Que luz bonita e que agradável quentura! O fósforo queimava qual velinha, com a chama defendida do vento pela sua mão em concha. Que bom! A menina sentia como se estivesse sentada diante dum grande fogão, com ferro para mexer as brasas e uma caixa de lenha ao lado. Tão agradável aquele calorzinho do fósforo, que ela espichou o pé para que também aproveitasse um pouco- mas nisto a chama foi morrendo e afinal apagou-se. Só ficou em sua mão um toquinho carbonizado. A menina riscou outro fósforo, e à luz dele a parede da casa estava encostada tornou-se transparente como um véu, deixando ver tudo se passava lá dentro. Estava posta uma grande mesa, com toalha alvíssima e prataria de porcelana; no centro, um ganso recheado de maçãs e ameixas, que recendia um perfume delicioso. De repente o ganso ergueu-se da travessa e, ainda com a faca e o garfo de trinchar espetados no papo, veio na direção dela. Nisto o fósforo apagou-se e tudo desapareceu. A menina riscou outro fósforo, e imediatamente se achou sentada debaixo da mais bela árvore de ponta dos galhos, e os enfeites dependurados pareciam olhar para ela. Mas esse fósforo também foi se apagando, e à medida que ia se apagando a árvore de Natal ia crescendo, e as velinhas subindo até ficarem como estrelas no céu. Uma delas caiu, traçando um longo risco de luz. - Alguém está morrendo, pensou a menina com a ideia em sua avó. A boa velinha fora a única pessoa na vida que lhe dera amor, e costumava dizer que quando uma estrela cai é sinal de que alguém está morrendo e com a alma a ir para o céu. A menina acendeu outro fósforo – e desta vez o que apareceu foi sua própria vovó, brilhante como um espírito e com o mesmo olhar meigo de sempre. - Vovó! Exclamou ela. Leve-me consigo! Eu sei que a senhora vai sumir-se quando este fósforo chegar ao fim, como aconteceu com o ganso recheado e a linda árvore de Natal... E para que isso não acontecesse, a menina tratou de acender um fósforo atrás do outro, sem esperar que a chama morresse. Era o meio de conservar a vovó perto de si. E os fósforos foram ardendo com luz brilhante como a do dia, e sua vovó nunca lhe apareceu tão bela, nem tão grande. Foi-se chegando, tomou e netinha nos braços e com ela voou, radiante, para onde não há neve, nem frio mortal, nem fome, nem cuidados – para o céu. No outro dia encontraram o corpo da menina entanguido na calçada, com as faces roxas e um sorriso feliz nos lábios. Havia morrido de fome e frio na última noite daquele dezembro. O sol do novo ano veio brincar sobre o pequenino cadáver. Em sua mãozinha rígida estavam ainda os fósforos que não tivera tempo de acender. Os passantes olhavam e diziam: “A coitada procurou aquecer-se com os fósforos”, mas ninguém suspeitou as lindas coisas que ela viu, nem o deslumbramento com que começou o ano novo em companhia de sua avó.


COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO
1. Era o último dia do ano, dia de São Silvestre, a neve caía e a cidade estava deserta.
a) O que a protagonista fazia?
b) Ela estava vestida adequadamente para a situação? Justifique sua resposta.
c) Por que a vendedora de fósforos não quis voltar para casa?

2. Nos contos maravilhosos, os vilões são gigantes, ogros, lobos, bruxas, etc., seres criados pela imaginação popular. Em "A menina dos fósforos":
a) Quem é o vilão?
b) Na sua opinião, esse vilão é mais cruel que os vilões que normalmente aparecem nos contos maravilhosos? Justifique sua resposta.

3. Num determinado momento da história, o narrador diz que as mãos da menina "começaram a perder os movimentos". O que isso significa?

4. À medida que a menina acende os fósforos, nós, leitores, partilhamos de suas visões e de seus desejos. Qual das visões relaciona-se:
a) ao calor?
b) à beleza?
c) ao alimento?
d) à afeição?

5. Há, no conto, dois momentos em que se observa a compaixão humana. Quem faz no conto os seguintes comentários?
a) "Verdadeiro retrato da miséria, a coitadinha!"
b) "A coitada procurou aquecer-se com os fósforos".

6. Muitos contos maravilhosos surgiram na Idade Média, na Europa, numa época em que havia muita miséria.
a) O conto lido retrata essa situação social? Justifique sua resposta.
b) Você conhece outros contos maravilhosos em que crianças têm de enfrentar o abandona, a fome e a injustiça social, como a vendedora de fósforos? Se sim, quais?

7. Nos contos maravilhosos, heróis e heroínas costumam vencer os obstáculos e triunfar no final. Na sua opinião, a vendedora de fósforos triunfa no final? Justifique sua resposta.

FONTE: PORTUGUÊS LINGUAGENS, autores: Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sequência Didática - Parlendas

 Justificativa:
Segundo o Dicionário Aurélio, parlendas são rimas infantis que fazem parte das brincadeiras de crianças no quintal e na rua. Mas o que este repertório possui de tão especial para ter invadido as escolas já há alguns anos? Como fazem parte do mundo dos jogos, são rimados, divertem e são fáceis de memorizar, estes textos, junto com os trava-línguas, tornaram-se objetos de brincadeira e de trabalho de muitos professores, além de contribuir para manter vivo um repertório que faz parte da cultura popular da infância, pois em todos os cantos do Brasil as crianças, em diferentes épocas, usam as parlendas e os trava-línguas em suas brincadeiras. Muitos professores então, sabiamente, passaram a usá-los na escola para propostas interessantes, envolventes e divertidas de leitura, escrita e comunicação oral.

Objetivo: 

Permitir conhecer e seguir diferentes gêneros textuais e aprimorar a capacidade  de criação e leitura além de incentivar o  trabalho em equipe.

Conteúdos:

- Leitura, cópia, ilustrações, e brincadeiras.

Material necessário:

textos, Cartazes, áudio, lápis, caneta, lápis de cor, papel sulfite, etc.

Desenvolvimento-Primeira aula:

·      Conversa informal sobre parlendas; ( o que é?)
·      Investigar o conhecimento prévio dos alunos sobre se já conhecem parlendas;
·      Após a conversa organizar a sala em duplas e propor a leitura dos textos;
·      Apresentação da Leitura individual dos textos;
·      Socializar no grupão os textos lidos.

Segunda aula:

·      Reescrever a parlenda da aula anterior;

·      Recitar;
·      Ilustrar;

Terceira aula:

·      Revisão e reescrita;
·      Atividades (Completando parlendas);
·      Ilustrando parlendas

Quarta aula:

·      Trocando textos; (Ampliação do repertório)
·      Reescrita ( revisão);
·      Trabalhos em grupo;

Quinta aula:

·      Brincadeiras;
·      Apresentações em duplas;
·      Sistematização dos conhecimentos.

Avaliação:

·      Verificar a real contribuição do trabalho em grupo: os que tem mais facilidade contribuíram para a evolução dos que apresentavam maior dificuldade?
·      O que as reflexões proporcionaram?
·      Houve evolução na aprendizagem?
·      Despertaram o gosto pela leitura e a escrita das parlendas.

FONTE:

http://tialenise.blogspot.com.br/2010/09/sequencia-didatica.html

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sugestões de atividades pedagógicas para o uso do Filme: BEE MOVIE


Bee Movie

Ficha técnica do filme

Título no Brasil:  Bee movie – a história de uma abelha
Título original:  Bee movie
País de origem:  EUA
Gênero:  Animação
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 91 minutos
Ano de lançamento:  2007
Site oficial:  http://www.beemovie.com
Estúdio/Distrib.:  Paramount Pictures Brasil
Direção:  Steve Hickner/Simon J. Smith

Sinopse

O filme mostra o mundo das abelhas sob a ótica das abelhas, ou seja, diferente do olhar
humano.
Assim, Barry Benson, uma abelha recém-formada, decide processar os humanos pela
apropriação indevida do mel.
O filme mostra, de modo claro, a necessidade do equilíbrio nos ecossistemas e da
codependência entre todas as espécies vivas para a sustentabilidade da vida na Terra.

Crítica do filme

“ A animação Bee movie é uma forma encantadora de analisarmos a nossa sociedade,
o mundo das abelhas e as relações de interdependência entre os sistemas e
ecossistemas. Além disso, o jogo de palavras envolvendo a temática do mel é muito
bacana! Mel-ravilhoso mesmo!”                                       Danielle Lourenço – Pedagoga

Sugestões pedagógicas

1) A Vida das Abelhas.

Para perfeita compreensão do filme, seria interessante que os alunos tenham
orientações iniciais sobre a vida das abelhas.
Alguns sites interessantes:

2) Sociedade.

Depois disso, proponha uma análise. O filme retrata situações que refletem a
sociedade das abelhas e outras que refletem a sociedade humana. Quais são elas?

3) Conceito de equipe.

Bee movie deixa muito claro o conceito de equipe, mencionando a importância das
pequenas tarefas para a realização do todo.
Solicite aos alunos que identifiquem no filme em que momentos este conceito aparece.
Em seguida, peça que transponham estas situações para o cotidiano escolar e familiar.
Onde estou? Qual minha função e importância neste grupo?.

4) Exploração da natureza.

O personagem principal, Berry Benson, questiona a exploração ao mel das abelhas.
Argumente com seus alunos:
a) Realmente os humanos exploravam as abelhas?
b) Que outros reinos da natureza são explorados na natureza?
c) Até que ponto o homem pode usufruir da natureza?

5) Ecossistemas.

Trabalhe o conceito de interdependência entre os ecossistemas, questionando os
alunos sobre o que acontece quando as abelhas vencem a batalha judicial e param
de trabalhar.

6) Polinização.

Peça aos alunos que expliquem por que o processo de polinização é fundamental para
os humanos.

7) Equilíbrio ambiental.

Ao final do filme, Barry torna-se um advogado “animal” e recebe em seu consultório uma
vaca reclamando da usurpação do seu leite.
Como podemos viver em harmonia com os demais seres vivos? Como conseguir este
equilíbrio ambiental?

8) Palavras.

O filme brinca muito com as palavras de modo a relacioná-las ao tema abelhas.
Mel-ravilhoso! Favo-loso! Mel-lênio! Abelhar! Proponha uma brincadeira. E se o filme
fosse sobre cães? Que palavras poderíamos criar?

9) Atividade com os Pais.

O filme pode ser muito interessante para trabalharmos com os pais! Alguns aspectos que
podem ser abordados: a escolha precoce das profissões na transição do Ensino Médio
para a faculdade; pais que não escutam seus filhos; sucessão familiar; a descoberta da
vida fora da colmeia – descoberta do mundo exterior e rompimento do cordão umbilical
familiar; como acontece o despertar da verdadeira vocação; a escolha das namoradas,
que não podem ser vespas nem aranhas.

10) Jogos em Inglês.

O site oficial do filme está em inglês, mas há jogos bem interessantes. Que tal uma parceria
com a “teacher” da sua escola?

11) O mundo das abelhas - Extras.

Nos extras do DVD é possível fazer perguntas pré-formuladas ao Barry Benson. Algumas
são apenas reprises de momentos vistos no filme, mas outras são favo-losas para aprender
mais sobre o mundo mel-ravilhoso das abelhas!

Links complementares

Site oficial do filme: http://www.beemovie.com

FONTE:
Por Danielle Lourenço

terça-feira, 27 de setembro de 2011

GÊNERO: Perfil de Redes Sociais

A proposta é:
1. Socialização da proposta: Elaboração de perfis de personagens da literatura brasileira:
- Dividir a sala em 8 grupos de 5 alunos;
- Cada grupo deverã escolher o personagem que irá assumir do livro "Capitães da Areia" de Jorge Amado;
- Antes terão que ler o livro;
- Os perfis serão montados como para uma rede social (Facebook ou Orkut);
- Depois dos perfis expostos, deverão interagir , acompanhando o desenrolar da história, com "postagens";


Achei esta proposta suuuuper interessante!!!!!
Obviamente que esta Sequência Didática precisa ser melhor explicitada e organizada no Plano de Ação.

Abaixo links para maior embasamento.


Perfil do personagem Dom Casmurro de Machado de Assis

Como seria o perfil de Macunaíma no Facebook?


FONTE:
http://escrevendoofuturo.blogspot.com/

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Violência no gênero - LETRA DE MÚSICA

Etapa 1:


PROFESSOR: Antes de iniciar a leitura do texto, pergunte a seus alunos:

Os pais deixam vocês saírem sozinhos ou eles têm medo da violência?

Quais as medidas de precaução que podemos tomar para nos proteger da violência?

Estamos protegidos da violência dentro de nossas casas?

Quais são os recursos que podemos utilizar para nos proteger dentro de nossas casas?

Essas medidas são eficazes?

É interessante que os alunos percebam como, cada vez mais, cresce o medo que as pessoas têm da violência. Por isso, elas investem em alarmes, em seguros, em câmeras de segurança, em porteiros, etc. Mas nem sempre esses recursos são eficazes e impedem a ação dos bandidos.

Etapa 2:

Antes de iniciar a leitura e a escuta da música abaixo, pergunte aos alunos se eles conhecem ou já ouviram falar da banda “Engenheiros do Hawaii”. Em seguida, explique que eles ouvirão uma música chamada “Muros e grades”. Pelo título, pergunte qual o assunto que eles imaginam que será tratado na canção.

Levar a letra da música abaixo, fotocopiada para os alunos. Além disso, é muito importante levar também a música gravada em um CD para os alunos ouvirem a melodia. É recomendável que os alunos ouçam pelo menos duas vezes a música.

Abaixo há um link para conseguir a música na internet:

http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/45733/

Música 1: Muros e Grades - Engenheiros do Hawaii - Composição: Humberto Gessinger - Augusto Licks

Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre as sombras, entre as sobras da nossa escassez
Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre cobras, entre escombros da nossa solidez
Nas grandes cidades de um país tão irreal
Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo pra descobrir
Que não é por aí... não é por nada não
Não, não pode ser... é claro que não é, será?
Meninos de rua, delírios de ruínas
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear
(solidez)
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como tentar o suicídio ou amar uma mulher
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como lutar pelo poder
Lutar como puder

Etapa 3:

Após a escuta da música, realize atividades de interpretação. Seguem abaixo algumas sugestões de atividades.

1) O autor se refere a uma garantia oferecida pelo erguimento de muros. Trata-se, na realidade, de uma ironia. Quais seriam os prejuízos de uma vida confinada entre muros?

2) Os autores fazem uma crítica à sociedade moderna. Nessa crítica, a quem é dada a responsabilidade dos males:

a) aos políticos
b) aos bandidos
c) aos meninos de rua
d) a toda a sociedade

3) Segundo os autores, a violência encontra-se “travestida”, isto é, disfarçada em “armas de brinquedos”, “anúncios luminosos”.

a) A que se refere a expressão “anúncios luminosos”?
b) Que tipo de violência poderia estar embutida nesses anúncios?

PROFESSOR: Seria interessante chamar a atenção dos alunos para o “jogo de palavras” opostas (gran de/pequeno; cheio/vazio; tudo/nada) que o autor faz em vários versos. Além disso, chame a atenção para a crítica contida nessa música: em uma das inúmeras leituras possíveis, poderíamos afirmar que o autor critica essa tendência de as pessoas construírem muros cada vez mais altos, pensando, erroneamente, que estes as deixarão protegidas da violência. Porém, não param para pensar no lado ruim desse comportamento: as pessoas estão cada vez mais isoladas, sem laços de amor, amizade, entre outros, como podemos perceber nos versos:

"Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido"

Etapa 4:


Antes de iniciar a leitura e a escuta da música abaixo, pergunte aos alunos se eles conhecem ou já ouviram falar da banda “Titãs”. Em seguida, explique que eles ouvirão a música “Violência”. Consverse um pouco sobre o tema, levando-os a fazer uma associação com a música anterior. Levar a letra da música abaixo para os alunos. É recomendável que os alunos ouçam pelo menos duas vezes a música.

Abaixo há um link para conseguir a música na internet:

http://letras.terra.com.br/titas/86522/

Música 2: Violência - Titãs - Composição: Sérgio Britto / Charles Gavin

O movimento começou, o lixo fede nas calçadas.
Todo mundo circulando, as avenidas congestionadas.
O dia terminou, a violência continua.
Todo mundo provocando todo mundo nas ruas.
A violência está em todo lugar.
Não é por causa do álcool,
Nem é por causa das drogas.
A violência é nossa vizinha,
Não é só por culpa sua,
Nem é só por culpa minha.
Violência gera violência.
Violência doméstica, violência cotidiana,
São gemidos de dor, todo mundo se engana...
Você não tem o que fazer, saia pra rua,
Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua.
Violência gera violência.
Com os amigos que tenho não preciso inimigos.
Aí fora ninguém fala comigo.
Será que tudo está podre, será que todos estão vazios?
Não existe razão, nem existem motivos.
Não adianta suplicar porque ninguém responde,
Não adianta implorar, todo mundo se esconde.
É difícil acreditar que somos nós os culpados,
É mais fácil culpar deus ou então o diabo.

*``O crime é venerado e posto em uso por toda terra,
De um pólo a outro se imolam vidas humanas.
No reino de Zópito os pais degolam os próprios filhos,
Seja qual for o sexo, desde que sua cara não lhes agrade.
Os coreanos incham o corpo da vítima a custa de vinagre
E depois de estar assim inchado, matam-no a pauladas.
Os irmãos Morávios mandavam matar com cócegas''
* Fragmentos de "Dissertação do Papa sobre o crime seguido de orgia'' (Marquês de Sade)
Seleção: Branco Mello

Etapa 5:

Após ouvir a música, realize atividades de interpretação. Seguem abaixo algumas sugestões de atividades.

1) A música faz referência aos males de uma típica cidade grande moderna. Cite alguns desses males enunciados pelos músicos.

2) Releia os seguintes versos:

"É difícil acreditar que somos nós os culpados,
É mais fácil culpar deus ou então o diabo."

Podemos afirmar que esses versos representam:

a) uma hostilidade para com as religiões
b) uma crítica ao fato de a sociedade não encarar os problemas e eleger falsos culpados
c) uma maneira alegórica de encarar os problemas sociais
d) uma forma eficiente de resolver os problemas sociais, uma vez que canaliza as preocupações da sociedade

3) Explique, com suas palavras, o verso: "Violência gera violência."

4) Reescreva os versos abaixo, substituindo os termos grifados, sem alterar o sentido dos versos:

"Não é por causa do álcool,
Nem é por causa das drogas."

5) Quanto aos culpados pela violência na cidade, podemos afirmar que os autores da primeira música concordam com os da segunda música? Justifique sua resposta.

Avaliação

Produção de texto

A primeira música, Muros e Grades, chama a atenção para o fato de que o erguimento de muros contra a violência gera efeitos, talvez, imprevistos, como o isolamento, o resfriamento das relações humanas. A segunda música, Violência, chama a atenção para os escapismos ou os subterfúgios que a sociedade emprega para conviver com a violência, relegando a culpa a Deus ou ao Diabo. Em que pese as diferenças, ambas as músicas chamam a atenção para o seguinte fato: a sociedade é a culpada pela própria violência (ou seja, não apenas uma parcela dela, como os políticos corruptos, os delinquentes, ladrões, e outros, como muitos creem). Baseado nisto, peça aos alunos que desenvolvam um texto posicionando-se contra ou a favor desta assertiva:

"A sociedade inteira é culpada direta ou indiretamente pela violência"

Se preferir, sugira que os alunos se expressem em forma de música (qualquer gênero musical: rap, hip hop, pagode, etc). Em seguida, solicite que apresentem as produções para a turma.

PROFESSOR: O mais importante, talvez, seja levar os alunos a se posicionarem a favor ou contra esta questão, e não simplesmente concordar ou discordar dos autores. Portanto, a avaliação quanto ao entendimento das músicas ocorre durante o desenvolvimento das questões, porém, a avaliação principal ocorre nesta última etapa, em que eles defendem o próprio ponto de vista com argumentos pertinentes.

FONTE:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=7613

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ferramenta para criar Cordel


Eu criei o meu, e achei muito legal!!!
Se quiser dar uma olhadinha, meu tema foi AMOR e meu pseudônimo MARICOTA.
Vale a pena dar uma passadinha por lá...


FONTE:
http://educarparacrescer.abril.com.br/cordel/

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AMOR - I

Iniciando um capítulo novo na 8ª série, e adivinhem o tema?

Isso mesmo, AMOR... nesta fase e com a proximidade do dia dos namorados, imaginem se eles não adoraram, não é?

Bom, inicie a conversa questionando: o que é o amor? Logicamente surgiram as mais diversas respostas, das mais apaixonadas até aquelas mais amarguradas, decepcionadas (como se nunca mais fossem se apaixonar, rsrsrsrs)... Mas, isso foi apenas para introduzir o tema, pois logo em seguida, assistimos ao filme: "O amor pode dar certo"

No final, apresentei a sinopse e comentamos sobre o filme:
Quando Henry Griffin (Dermot Mulroney) descobre que está com câncer terminal, ele decide viver sua vida ao máximo. Ao assistir uma aula de psicologia na Universidade de Nova York ele conhece Sarah Phoenix (Amanda Peet), com quem logo se envolve. Porém Phoenix também está morrendo, o que faz com que ambos percebam que o relacionamento que possuem é a última chance que têm para descobrir o amor.

Então, pedi que pesquisassem e trouxessem coladas no sulfite, imagens que simbolizam o amor: corações partidos, flechados, sangrando, maços de carta, laços de fita, maçã, lua, estrelas, pôr do sol, marcas de batom, etc...que posteriormente formaram um Mural apaixonado.

E também, uma música que falasse sobre o temo estudado, não esquecendo de informar o título da música, o compositor e o intérprete.
Aí veio a parte que eles mais gostaram, com a músicas em mãos, fizemos um Momento Literomusical, onde eles declamavam a música como se fosse uma poesia e em seguida, cantavam... foi muito legal!!!




Esta música foi composta pela própria aluna, letra e música... showwww!!!






Ah, também achei muito legal trabalhar este vídeo, que faz uma combinação de três textos: um trecho da bíblia, a música do Legião Urbana e soneto de Camões.

Depois postarei o teatro cantado que os alunos apresentarão até o fim do bimestre, para encerrar as atividades sobre o tema.

Kisses and hugs...

domingo, 5 de junho de 2011

BILHETES






FONTE:
http://misturadealegria.blogspot.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atividade com Poema

ATIVIDADE 1

* LEIA O POEMA ABAIXO E DEPOIS RESPONDA AS PERGUNTAS:

VOCÊ JÁ VIU?


VOCÊ JÁ VIU... UM PINGUIM DE CACHECOL,
TOMANDO BANHO DE SOL?
VOCÊ JÁ VIU... UM FILHOTE DE CAMELO,
PATINANDO PELO GELO?
VOCÊ JÁ VIU... UMA MACACA VESTIDA,
COM UM VESTIDO DE CHITA?
VOCÊ JÁ VIU... UM CANÁRIO BELGA,
VOANDO DE ASA DELTA?
VOCÊ JÁ VIU... UM JÓQUEI PEQUENININHO,
MONTANDO UM CAVALO MARINHO?
VOCÊ JÁ VIU... UMA BANDA DE MARRECOS,
TOCANDO RECO-RECO?
VOCÊ JÁ VIU... UM GATO ANGORÁ,
SURFANDO NAS ONDAS DO MAR?
VOCÊ JÁ VIU... UMA VACA HOLANDESA,
NASCIDA EM FORTALEZA?
VOCÊ JÁ VIU... UMA ZEBRA DE CORRIDA,
SENDO A GRANDE FAVORITA?
VOCÊ JÁ VIU... UM PATO USANDO, NA LAGOA,
UM PÉ DE PATO NUMA BOA?
VOCÊ JÁ VIU... UM BICHO-PREGUIÇA,
CORRENDO MAIS QUE CARRO DE POLÍCIA?
VOCÊ JÁ VIU... UMA HIENA DECLARAR
QUE CHOROU A NOITE INTEIRA SEM PARAR?
VOCÊ JÁ VIU... UM PASTOR ALEMÃO
LATINDO EM INGLÊS PARA O LADRÃO?
VOCÊ JÁ VIU... UM TAMANDUÁ BANDEIRA,
HASTEADO FEITO BANDEIRA BRASILEIRA?
POIS AGORA VOCÊ JÁ VIU...
NESTE LIVRO INFANTIL!
ALEXANDRE AZEVEDO


1- DE QUANTOS ANIMAIS O POEMA FALA?
2- ESCREVA O NOME DE CADA UM DELES.
3- QUANTOS VERSOS TÊM O POEMA?
4- POR QUE VOCÊ ACHA QUE O TÍTULO DO POEMA É “VOCÊ JÁ VIU?”
5- REESCREVA OS VERSOS QUE VOCÊ MAIS GOSTOU E ILUSTRE -OS.
6- PENSE EM UMA SITUAÇÃO ENGRAÇADA COM ALGUM BICHO E ESCREVA UM VERSINHO, COMO NO POEMA:

VOCÊ JÁ VIU... ______________________

___________________________________?

ATIVIDADE 2

* COMPLETE O POEMA, CONSULTANDO O BANCO DE PALAVRAS:


NAS RUAS DA CIDADE

LÁ NA RUA 21,
O PIPOQUEIRO SOLTA UM _________________.
LÁ NA RUA 22,
O PORTUGUÊS DIZ ________________________.
LÁ NA RUA 23,
JOÃO NAMORA A BELA ____________________.
LÁ NA RUA 24,
A ANINHA TIROU _________________________.
LÁ NA RUA 25,
CAIU UM BARRACO DE ____________________.
LÁ NA RUA 26,
O SORVETEIRO QUER _____________________.
LÁ NA RUA 27,
PEDRO CHAMA A PRIMA ___________________.
LÁ NA RUA 28,
A VERINHA VENDE ________________________.
LÁ NA RUA 29,
A MOLECADA SÓ SE ______________________.
LÁ NA RUA 30,
PARO, POIS A RIMA JÁ NUM _______________________.

ELIAS JOSÉ


BETE - ZINCO - FREGUÊS - PINTA - PUM - RETRATO - MOVE - POIS-POIS - INÊS - BISCOITO

FONTE:
http://alfabetizacaoecia.blogspot.com

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Atividade com Filme



Lucas é o personagem central desta história. Como tantos meninos de dez anos, ele é atormentado pelos fortões da vizinhança. Incapaz de revidar, desconta sua raiva nas formigas do seu jardim, que, em seu mundo reduzido, conhecem Lucas como “O Destruidor”. Lá, o mago Zoc procura por uma solução para livrar sua colônia dos tormentos provocados pelo menino. Quando ele descobre uma poção mágica, resolve aplicar em Lucas. De repente, ele é reduzido ao tamanho de uma formiga. Seqüestrado pelos insetos, é obrigado a trabalhar no formigueiro sob a tutela da adorável Hova , namorada de Zoc. Como qualquer outra produção destinada ao público infantil, Lucas – Um Intruso no Formigueiro traz uma mensagem edificante relacionada ao amadurecimento do protagonista.

Após assistir ao filme você poderá aplicar esta atividade de interpretação:




FONTE:
http://navegandonaeducacao.blogspot.com

domingo, 22 de maio de 2011

"E TUDO MUDOU" (Luis F. Veríssimo)

Leia o texto e realize as atividades propostas:

'E tudo mudou'

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma

O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
E ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo

O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween

O Fortificante não é mais Biotônico
Folhetins são novelas de TV
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?

Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
..... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

(Luis F. Verissímo)


1 – Entre as mudanças apresentadas no texto, retire as palavras que têm origem na língua inglesa:

2 – Como você se posiciona frente às mudanças apresentadas? A favor ou contra? Dê exemplos de for a favor ou contra:

3 – Escolha uma estrofe que apresenta uma crítica às mudanças ou comportamentos sociais e posicione-se criticamente com relação a isto:

4- Em que estrofe o autor deixa transparecer a crítica à influência cultural americana em nossa cultura?

5- A que diferenças o autor se refere nos últimos versos? O que pode estar implícito nesta afirmação?

6. Analise as estrofes em que o autor utiliza reticências. Em qual delas podemos inferir que há?
Ironia: Preocupação:

FONTE:
Profª Sandra Tobbin - Altônia - Paraná

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fábulas - Planejamento para disciplina de Língua Portuguesa

Disciplina: Português
Conteúdo: Gênero textual
Tema: Fábulas
Objetivo:
Analisar e compreender características do gênero fábula.
Material:
Papel bobina, caneta hidrocor, caderno e lápis.
Conhecimento Prévio:
Conhecer algumas fábulas
Atividade Motivacional:
Leia a fábula escolhida dando ênfase à entonação, ritmo e fala dos personagens a fim de encantá-los com a história.
Debata com os alunos sobre o que eles aprovam e o que reprovam no comportamento dos personagens, proporcionando espaço para seus alunos expressarem as suas opiniões e vivências.
Encaminhamento Metodológico:
Leia diariamente uma fábula para seus alunos. Após a leitura de cada fábula, em papel bobina, listar com eles: o nome dos personagens que são apresentados, que animal representa e suas características.

Exemplo:


Crie coletivamente outras fábulas misturando personagens das diversas histórias listadas, sempre buscando finalizar com a moral da história.
Avaliação:
Solicite que cada aluno pesquise outra fábula e traga escrito em seus cadernos o título e uma pequena sinopse da história, bem como a lição de moral que ela representa. Em seguida os alunos devem representar as características da fábula no quadro.

FONTE:
http://www.editorapositivo.com.br/

Poesia Visual

Neste bimestre, iniciei na 6ª série/7º ano, um gênero textual muito interessante: o texto poético e achei divertido os poemas visuais. A Poesia Visual é a forma de fazer poemas que brinca com o espaço da folha de papel e com a disposição das palavras. Assim, o poeta se expressa usando, além das palavras, o arranjo visual do poema. Observe o desenho feito com as palavras no poema Pássaro em vertical, de Libério Neves:



Ficou curioso(a) para conhecer outros poemas visuais? Então, leia os textos seguintes.
Preste bastante atenção para perceber a relação que existe entre a escrita e o desenho, OK?















FONTE:
http://portuguescolegiao.wordpress.com/

terça-feira, 29 de março de 2011

Monica's Gang



Mais tiras da turma da Mônica em inglês neste site:
http://www.monica.com.br/ingles/comics/tirinhas/

FONTE:
http://inglescompipoca.blogspot.com/

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Comparando textos de gêneros textuais diferentes



Texto - 1
A Lenda do Guaraná

Conta a lenda que um casal de índios Maués, viviam juntos a muitos anos e ainda não tinham filhos.
Um dia, pediram a Tupã para dar-lhes uma criança. Tupã atendeu o desejo do casal e deu-lhes um lindo menino, que cresceu cheio de graça e beleza e se tornou querido de toda a tribo.
No entanto, Jurupari, o Deus da escuridão e do mal, sentia muita inveja do menino e decidiu matá-lo.
Certo dia, quando o menino foi coletar frutos na floresta, Jurupari aproveitou para se transformar numa serpente venenosa e matar o menino.
Neste momento, fortes trovões ecoaram por toda a aldeia, e relâmpagos luziam no céu em protesto.
A mãe, chorando em desespero ao achar seu filho morto, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã.
Em sua crença, Tupã dizia-lhe que deveria plantar os olhos da criança e que deles nasceria uma nova planta, dando saborosos frutos, que fortaleceria os jovens e revigoraria os velhos.
E os índios, plantaram os olhos da criança e regavam todos os dias.
Logo mais, nesse lugarzinho onde foi enterrado os olhos do indiozinho, nasceu o Guaraná, cujos frutos, negros como azeviche, envoltos por uma orla branca em sementes rubras, são muito semelhantes aos olhos dos seres humanos.
(Esta lenda é um pouco mais complexa, mas como o texto foi adaptado para criança, assim ficou.
O conteúdo é o mesmo.)

Texto - 2

O Guaraná é um arbusto trepador pertencente à família das Sepindáceas, Paullinia Cupana.
Sua casca é escura e as cascas são pinadas. As flores de tamanho médio são muito aromáticas, e os frutos, vermelhos e brilhantes, quando secos tornam-se pretos.
O Guaraná é muito empregado como planta medicinal para evitar a arteriosclerose, e auxiliar nos problemas do coração e das artérias, funcionando como um notável cardiovascular.
Pode também ser usado como sedativo e adstringente intestinal, na ocorrência de diarréias crônicas.
Suas sementes após torradas e moídas, convertidas em massa, é utilizadas no comercio como pó de guaraná, e serve para o feitio de refrescos e refrigerantes.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/banco/a-lenda-do-guarana

Texto - 3



Fonte: http://www.guaranaantarctica.com.br/media/3216/wall_08_1024x768.jpg

Texto - 4

O Guaraná é um arbusto originário da Amazônia, encontrado no Brasil, Peru, Colômbia e Venezuela, cultivado principalmente no município de Maués AM e na Bahia. Seu nome científico é Paullinia cupana Kunth e pertence a família Sapindaceae. O nome Paullinia foi atribuído por Lineu ao género a que pertence o guaraná em homenagem ao médico e botânico alemão Simon Pauli. É também conhecido por uaraná, narana, guaranauva, guaranaina, guaraná cerebral e guaraná-da-amazônia.



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guaran%C3%A1


Trabalhando os textos
Leia os textos e responda:
1- Qual o assunto em comum entre os textos?
2- Qual o gênero textual de cada um dos textos?

Texto 1:
1- Releia o texto, localize as informações e complete as respostas:
a) Personagens;
b) Espaço/ ligar onde deve ter acontecido a história;
c) Tempo/ qunado aconteceu a história;
d) Descrição do menino indígena:
Problema:
Causa do problema:
Consequência do problema:
Solução:
e) Tipo de narrador;
f) Que tempo de verbo predomina no texto? Por quê?
g) Copie o trecho que compara o fruto aos olhos do menino.

Texto 2:
a) Nome científico;
b) Família;
c) Informações sobre a planta e suas partes;
d) Usos do guaraná;
e) Que tempo do verbo predomina no texto? Por quê?

Texto 3:
a) Descreva a imagem da propaganda;
b) Descreva a qualidade dos frutos;
c) Na comparação entre as imagens dos frutos e da lata, que características dos frutos podem ser atribuídas à bebida?
d) O slogan " É o que é" é construído para reforçar, no consumidor, a ideia de autenticidade do produto: Explique como;
e) Explique o uso das comparações na propaganda e sua função;
f) Explique o uso duplo do verbo é;

Texto 4:
a)Complete a ficha técnica com informações sobre o guaraná:
Nome cinetífico:
Nomes comuns:
Família:
Origem e Habitat:
Características:
b) Explique por que a planta recebeu tal nome científico;
c) Explique o uso do tempo verbal predominante no texto.

Descobrindo características dos gêneros textuais
texto1 texto2 texto3 texto4
Assunto:
Gênero textual:
Finalidade do texto:
Suporte:
Função da imagem:
Características do gênero:
Linguagem:


Fontes:
Textos Expositivos, 5º ano - Colégio Pentágono.
http://linguagemeafins.blogspot.com/