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domingo, 4 de julho de 2010

Fábulas

OBJETIVO:
• Ouvir, recontar, ler, compreender e apreciar fábulas.

Atividades para identificação dos conhecimentos prévios
1ª Atividade: Viagem pelo mundo das fábulas
Número de aulas: 1 aula
Expectativas de Ensino e aprendizagem
• Recuperar conhecimentos sobre o gênero em estudo.
• Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como título do texto,
ilustrações, mensagens etc.
• Ouvir e recontar fábulas, observando os elementos que contribuem para estabelecer
a comunicação entre o contador e os ouvintes.

Professor(a), esta atividade tem como propósito verificar os conhecimentos que os
estudantes já possuem sobre fábula, gênero a ser estudado ao longo desta sequência.
Caso você já tenha lido este gênero para os alunos em atividades habituais, é possível que eles o reconheçam; em outra hipótese é uma oportunidade que eles terão de familiarizar-se com essa outra forma de narrativa.
Inicie esta atividade apresentando aos estudantes gravuras ou desenhos que retratem
algumas fábulas como: A Cigarra e a Formiga, A Raposa e as Uvas, O lobo e o Cordeiro.
Peça-lhes que recontem as histórias para a classe. Você pode ajudá-los com algumas
perguntas, como: Esses animais lembram alguma história já lida por vocês? Qual?
Que comportamento tem cada um desses animais nas referidas histórias? Essas histórias têm uma mensagem no final? Vocês seriam capazes de se lembrar de alguma mensagem?
Chame a atenção dos estudantes para o fato de que estas histórias, muitas vezes,
são carregadas de aspectos fantasiosos, exagerados e que, às vezes, uma mesma fábula
pode ter diferentes versões.
Estimule-os a recontar outras fábulas que já tenham lido ou ouvido em situações anteriores.
É importante que também você, professor(a), conte uma fábula para a classe.
Ao final, peça aos estudantes que pesquisem junto aos pais, familiares e vizinhos
outras histórias semelhantes a essas, para apresentarem aos colegas, na próxima aula.
Peça-lhes, ainda, que assistam a desenhos animados de televisão, como Pica-pau, Tico e Teco para observarem o que eles têm em comum com as histórias em estudo.

2ª Atividade: O fantástico mundo das fábulas
Expectativas de Ensino e aprendizagem
• Ouvir os recontos de fábulas, observando os elementos que contribuem para
estabelecer a comunicação contador/ouvinte: a voz, o olhar, a expressão facial, os
gestos e a postura corporal.
• Desenvolver o gosto pela leitura e/ou escuta de fábulas.
Número de aulas: 2 aulas

Convide os alunos a visitarem o cantinho de leitura e escolherem alguns textos
para uma leitura silenciosa. Destine um tempo para essas leituras.
A escuta, o registro e a leitura dessas histórias, além de possibilitar a aproximação
dos estudantes com algumas características do texto narrativo, propiciam-lhes a percepção das peculiaridades desse gênero. É fundamental que você, professor(a), também desenvolva esta atividade de leitura, junto com os alunos.
Em seguida, peça-lhes que contem para os colegas tanto as histórias lidas na
sala de aula, como aquelas que trouxeram de casa. Nesse momento, quem teve
oportunidade de assistir aos desenhos animados poderá comentá-los, estabelecendo
a sua relação com o gênero em estudo. Pensando na possibilidade de os alunos não terem assistido aos desenhos, este é um bom momento para apresentá-los à classe.

Professor(a), nesse momento é importante que você observe a oralidade, a leitura e
os conhecimentos e habilidades que os estudantes já possuem sobre o gênero, e identifique as lacunas e difi culdades da turma para desenvolver, com eficácia, as atividades de ampliação dos conhecimentos.

Atividades para ampliação dos conhecimentos
3ª Atividade: Ler para Aprender
Número de aulas: 2 aulas
Expectativas de Ensino e aprendizagem
• Refletir sobre as informações explícitas para compreensão de fábulas.
• Reconhecer os elementos discursivos e estrutura da fábula.
• Ler com fluência e autonomia, construindo significados, inferindo informações
implícitas.

Este é o momento de os estudantes aprenderem mais com o texto. Para isso, você deve
retomar os textos lidos na aula anterior para iniciar um estudo sobre os elementos da narrativa.
Faça-o de uma forma leve, problematizando as questões e fazendo com que os estudantes
levantem hipóteses e as confirmem, recorrendo sempre aos textos. A ideia não é dar
uma aula teórica, mas conversar com a turma sobre alguns dos seus aspectos importantes, como o encadeamento dos fatos, as personagens e sua caracterização.

Explique aos estudantes que, geralmente, as narrativas estão estruturadas em início,
meio e fim. Embora esta seja a sequência clássica, não é necessário que uma história esteja estruturada nessa mesma sequência. É possível, por exemplo, iniciar uma narrativa pelo meio e depois, por algum recurso, voltar a narração para o início da trama.
Leve sempre em consideração as características específicas da fábula: histórias
com uma moral final, que se desenvolvem num tempo e num espaço, cujas personagens
são animais com comportamentos humanos. Comente que, às vezes, a fábula não traz explícita a moral (escrita no final), mas está presente de forma implícita, ao
longo do texto.
Provoque os alunos para que pensem, troquem ideias, tirem conclusões, busquem
informações. Seu papel é coordenar e esquentar a conversa.
Em seguida, divida a sala em grupos e distribua entre eles os textos lidos na aula
anterior, para que eles os analisem com base em um roteiro - previamente elaborado
por você – que apresente pontos que são comuns nas histórias como: personagens são
animais com comportamentos humanos; apresentam uma sequência cronológica dos fatos (início, meio e fim); têm cenário/ambiente; histórias que ensinam algo para o leitor (moral).
Proponha-lhes que façam uma análise comparativa entre as histórias lidas e ouvidas,
assinalando em uma ficha (conforme o modelo abaixo) os textos que apresentam as características de uma fábula. Sistematize no quadro-de-giz o que foi socializado
pelos grupos e peça-lhes que registrem tudo no caderno.

CARACTERÍSTICAS COMUNS
Texto
Histórias com animais
Representação de comportamentos humanos
Tempo
Espaço
Moral

Professor(a), neste momento, você poderá avaliar o avanço da sua turma com relação
à ampliação dos conhecimentos sobre os elementos e a estrutura da fábula.

4ª Atividade: Os dois lados de uma mesma fábula
Textos: A cigarra e a formiga de Esopo e A cigarra e a formiga - a formiga má – Monteiro Lobato

Número de aulas: 2 aulas
Expectativas de Ensino e aprendizagem
• Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como título do texto, autor, ilustrações, mensagens etc.
• Analisar as diferentes versões de uma mesma fábula.
• Perceber a existência de preconceitos com relação à sexualidade, à mulher, ao negro, ao índio, ao pobre, à criança, ao velho, nas fábulas lidas e ouvidas.
• Expressar ideias e opiniões apoiadas em argumentos coerentes e coesos.

Apresente para a classe duas versões da fábula A cigarra e a formiga, uma de Esopo e
a outra de Monteiro Lobato. Peça aos estudantes que levantem hipóteses com base no
título, no nome do autor, no suporte textual onde foi publicado e nas imagens que o
acompanham, explorando, assim, as estratégias de antecipação e inferência.
Pergunte-lhes sobre o assunto, com base nos títulos e se conhecem os autores dos
textos. Se conhecerem, que tipo de história eles imaginam que será contada? Apresente
alguns dados biográfi cos sobre os autores, para que percebam que os textos foram
escritos em diferentes épocas. Pergunte a eles se essas novas informações modificam o que eles imaginaram como conteúdo da história.
Este procedimento ajudará os estudantes a antecipar o conteúdo do texto, o que contribuirá para que eles compreendam ou se preparem para a compreensão do que será lido.
Professor(a), estas são intervenções que você poderá fazer antes de qualquer leitura,
pois elas contribuem para que os estudantes desenvolvam a estratégia de antecipação
de leitura e ativem os seus conhecimentos nessa prática linguística.

ESOPO - Um escravo que viveu na Grécia entre 620 e 560 a.C. Conta-se que ele era aleijado, tinha difi culdade de falar, mas era muito inteligente e viajou muito com seus diversos donos, o que lhe trouxe muita sabedoria. Ficou conhecido por contar suas histórias, que falavam das fraquezas do homem, comparando-o aos animais.

MONTEIRO LOBATO - Um marco da literatura infantil brasileira. Além das suas famosíssimas obras com a turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo, recontou as fábulas de Esopo e de La Fontaine. Em seu livro Fábulas, a turma do Sítio do Pica-pau Amarelo ouve algumas dessas histórias. Nasceu em 1882 e faleceu em 1948.

Em seguida, leia os textos com a classe, discutindo algumas questões, como: o que
acharam das duas histórias? Qual a diferença entre a história contada por Esopo e a
contada por Monteiro Lobato? Com qual versão você mais se identifi ca? Criaria uma
nova versão? Qual? Durante a problematização, chame a atenção dos estudantes para a construção desse gênero: um texto que trata de temas comuns a todas as pessoas em todos os tempos, como a inveja, a luta pelo poder, a esperteza e que, implícita ou explicitamente, apresenta uma moral.
Explore também os elementos que compõem esse gênero: personagem, lugar, tempo, narrador. Os personagens são muitas vezes animais que atuam como figuras simbólicas e como representantes de seres humanos e trazem as características destas pessoas, como fortes, poderosas, fracas, preguiçosas etc. É importante ressaltar, também, que uma mesma fábula pode ter várias versões, como é o caso dos textos em estudo.
Após essa conversa, organize a classe em duplas ou em pequenos grupos e proponha-
lhes que voltem o olhar para o comportamento da cigarra e da formiga nas duas fábulas, analisando se as mensagens lhes trazem algum ensinamento; com qual versão se identifi cam ou se criariam um outro final para a fábula. É importante que eles percebam que os textos em estudo são histórias recontadas com a intenção de transmitir valores éticos, morais e de solidariedade. Essa indicação é importante,
pois auxilia o estudante a organizar o que leu e enriquecer sua leitura com aspectos
levantados pelos colegas.
Convide alguns estudantes para socializarem as reflexões feitas nos grupos. É importante que eles verbalizem e expressem ideias sobre suas hipóteses, opiniões individuais ou dos grupos apoiando-se na construção de argumentos para justificá-las,
explicando com clareza e coerência suas conclusões e as do grupo.
Professor(a), esta é uma atividade que permite avaliar a oralidade e a leitura da
turma, bem como o poder de argumentar e de estabelecer relações que os estudantes
possuem. Além disso, é uma ótima oportunidade para se trabalhar temas transversais,
como: preconceito, ética, solidariedade etc.

5ª Atividade: Qual é a moral?
Número de aulas: 2 aulas
Expectativas de Ensino e aprendizagem
• Reconhecer a estrutura do texto, identifi cando a “moral da fábula”
• Reconhecer o efeito do sentido produzido pelo uso de pontuação
• Ouvir e recontar a leitura de fábulas, observando elementos que contribuem
para estabelecer a comunicação contador/ouvinte: a voz, olhar, a expressão facial,
os gestos e a postura corporal
Antes de iniciar a leitura em voz alta para a classe, conte como você preparou essa
leitura. É importante falar do processo que antecede a leitura para os estudantes, que precisam aprender a se preparar para ler em público.

• Tentativa de compreensão das palavras desconhecidas pelo contexto.
• Consulta ao dicionário.
• Leitura para compreensão do texto.
• Leitura em voz alta, para treinar a entonação, com atenção à pontuação e pronúncia das palavras.
Importante também é apresentar-lhes situações para que possam ativar algumas
estratégias de leitura, como as de antecipação, já trabalhadas em outras atividades
dessa sequência, e que os ajudarão a construir o sentido do texto.
Em seguida, diga-lhes qual é o título da fábula que será trabalhada nesta atividade
e peça-lhes que imaginem quais serão os principais fatos que ocorrerão na história,
baseados nesse título.
Como sugestão, apresentamos a fábula O Lobo e o Cordeiro de La Fontaine, entretanto,
você pode utilizar outra que lhe seja mais acessível (que conste dos livros didáticos, do acervo da biblioteca da escola, ou outros).
Faça os seguintes questionamentos aos estudantes: quais são as características desses
animais na natureza? Como você imagina o encontro desses dois animais? Como
você supõe o desfecho da história?
Peça aos estudantes que escrevam suas respostas no caderno e proponha que alguns
leiam para a classe as hipóteses levantadas, enquanto os demais observam se as
respostas lidas têm características de fábula: se os animais apresentam comportamentos humanos, e se o desfecho pressupõe uma moral.
Professor(a), esta poderá ser uma intervenção sua junto àqueles estudantes que
ainda não avançaram o sufi ciente em relação aos elementos desse gênero textual.
Entregue uma cópia da fábula O Lobo e o Cordeiro para a classe e proponha uma
leitura silenciosa pelos estudantes para que conheçam a história. Será interessante
que, após esse momento, as dificuldades quanto ao signifi cado de palavras sejam anotadas no quadro-de-giz e, através da discussão com a classe, da inferência do sentido pelo contexto ou da pesquisa em dicionário, sejam esclarecidas.
Em seguida, proponha uma segunda leitura; sugira que cada estudante leia um
trecho em voz alta. À medida que a leitura se desenvolve, vá chamando a atenção
dos estudantes para as marcas da oralidade: gestos, expressões fisionômicas, ritmos,
entonação de voz – questione-os como estas aparecem no texto. Enfatize a entonação
de voz, pedindo-os para ler trechos do texto em que o efeito de sentido produzido pelo uso de pontuação sejam reconhecidos.
Converse com os alunos sobre o fato de que na linguagem escrita não contamos com os mesmos recursos da fala (pausa, entonação, silêncio etc.). Por isso, para ajudar a construir o sentido dos textos que escrevemos, utilizamos sinais de pontuação.
Sistematize no quadro-de-giz os sinais de pontuação como o travessão, dois pontos,
interrogação e os efeitos de sentido decorrentes do uso desses sinais e peça aos estudantes que registrem em seus cadernos.
Após o trabalho com a oralidade, proponha que os estudantes respondam a seguinte
pergunta no caderno:
• Esta fábula não traz uma moral no final.
• Qual poderia ser?
Em seguida, eles apresentam as respostas e você registre-as no quadro para que
escolham as mais adequadas para a fábula Atividades para sistematização dos conhecimentos

6ª Atividade: Um mundo de ideias
Número de aulas: 2 aulas
Expectativas de Ensino e aprendizagem
• Refletir sobre o emprego de substantivos e adjetivos nas fábulas.
• Criar moral para uma fábula.
• Refletir sobre o emprego de concordâncias verbal e nominal na produção de fábulas.
• Produzir uma fábula, considerando sua estrutura, os elementos, o leitor e a
finalidade,as características do texto e os espaços de circulação.

Depois que os alunos estiverem bastante familiarizados com o gênero, peça-lhes
que indiquem nomes de outros animais que poderiam também ser personagens de fábulas. À medida que eles forem sugerindo os nomes, vá registrando-os no quadrogiz.
Em seguida, peça-lhes que escolham dois animais da relação. Proponha-lhes uma
votação e selecione os dois mais votados.
Divida a classe em dois grupos para que levantem características que lembrem comportamentos humanos para os dois animais escolhidos. Direcione a discussão,
dizendo-lhes que os animais devem ser rivais, pois assim o universo de possibilidades
não fica restrito e a elaboração se torna mais fácil. Registre as características levantadas por eles no quadro e peça-lhes que faça o mesmo no caderno.
Em grupos menores, peça-lhes para criarem uma mensagem que, posteriormente, poderia se transformar em moral para uma fábula. Percorra os grupos, auxiliando-os nas suas dificuldades e orientando-os a serem originais e a não repetir as morais de fábulas já estudadas. Caso necessário, apresente-lhes alguns provérbios de conhecimento
popular que possam servir-lhes de modelo.
Depois de escolhidos os personagens e a moral da história, proponha que a classe
produza uma fábula coletivamente. Nesse momento, professor(a), é importante apresentar à classe a situação dessa produção: Que texto escreverão? Para quem escreverão? Que linguagem utilizarão? Onde esse texto poderá circular? É importante que os estudantes percebam que o mesmo gênero pode ter leitura muito diferente, dependendo de quem escreveu, onde e quando publicou e com que intenção.
Inicie essa produção ouvindo as propostas dos alunos e ajudando-os a transformar
as ideias apresentadas para a linguagem escrita. Assim, devem atentar-se para as normas de concordâncias verbal e nominal, evitar repetições excessivas etc. Vale ressaltar que você, professor(a), não é o autor do texto, mas também não é um mero “escriba” que se limita a transcrever apenas o que os alunos falam. Como mediador, é fundamental que você vá retomando os elementos próprios deste gênero, como causa, efeito (moral da história), personagens, cenário e suas características, ajudando-os, assim, a construir uma história coerente, coesa e atrativa para o leitor.
Professor(a), neste momento, observe não somente a participação da classe, mas
dos alunos, individualmente, incentivando os mais calados a se pronunciarem, problematizando algumas questões que os instiguem a opinar.

7ª Atividade: Nossas fábulas
Número de aulas: 1 aula
Expectativas de Ensino e aprendizagem
• Produzir uma fábula considerando seus elementos e características essenciais
• Utilizar nos textos construídos relações de causa e efeito.
Para a produção do texto individual, retome as características e elementos do gênero
estudado, também relembre os momentos de produção coletiva. Lembre-se de
que nem toda fábula traz a moral explícita no fi nal do texto: O lobo e o cordeiro é um exemplo. Nesses casos o leitor deve percebê-la, mesmo que implícita, durante a leitura.
Retome também as situações de produção, lembrando-lhes da importância da autoria e originalidade para que o seu texto atraia os leitores.

* Lembrar que Esopo era um escravo e contava oralmente suas histórias para o povo. Já La Fontaine escrevia para o público letrado das cortes francesas, que era muito pequeno. Millôr Fernandes escreve para mais leitores, pois mais pessoas podem ter acesso a seus textos, na escola ou em bibliotecas.
Na época em que Esopo e La Fontaine escreveram, os textos tinham um função educativa, moralizante e mesmo de crítica à sociedade. Já Millôr Fernandes usa o humor para falar criticamente de seu tempo.

No momento da produção, deixe a turma produzir sem muitas intervenções, circule
pela sala para observar quais são seus maiores desafios. Após a produção, faça observações individuais sobre as dificuldades específicas de cada um. E para as questões comuns à turma, faça uma discussão coletiva.

8ª Atividade: (Re) escrevendo
Número de aulas: 2 aulas
Expectativas de Ensino e aprendizagem
• Reescrever o texto visando assegurar clareza, coerência, coesão, ampliação das
ideias e a presença dos elementos característicos do gênero textual produzido

Professor(a), o momento de reescrita do texto produzido é muito importante, pois
permite que o aluno analise seu próprio material escrito e refaça-o adequando-o às
características do gênero estudado e também às normas da linguagem padrão.
Para tanto, sugerimos que você planeje esse momento com base nas orientações
das reescritas coletiva e individual incluídas neste caderno. Selecione os passos necessários ao gênero textual fábula e não se esqueça de que um bom planejamento é
fundamental para o sucesso da atividade. Bom trabalho!
É importante que você escolha um texto representativo dos problemas de escrita da
turma para a reescrita coletiva.

ANEXOS

A cigarra e as formigas
Num belo dia de inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar
suas reservas de trigo. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado completamente
molhados. De repente aparece uma cigarra:
- Por favor, formiguinhas, me dêem um pouco de trigo! Estou com uma fome danada,
acho que vou morrer.
As formigas pararam de trabalhar, coisa que era contra os princípios delas, e perguntaram:
- Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar
comida para o inverno?
- Para falar a verdade, não tive tempo – respondeu a cigarra. – Passei o verão cantando!
- Bom... Se você passou o verão cantando, que tal passar o inverno dançando? –
disseram as formigas, e voltaram para o trabalho dando risada.
Moral: Os preguiçosos colhem o que merecem.
(Fábulas de Esopo / Russell Ash e Bernard Higton. - Companhia das Letrinhas,1994)

A cigarra e a formiga (A formiga boa) - Monteiro Lobato
Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé do formigueiro. Só
parava quando cansadinha; e seu divertimento era observar as formigas na eterna
faina de abastecer as tulhas.
Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas, Os animais todos, arrepiados,
passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho
seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.
Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu –
tique, tique, tique...
Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
- Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
- Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
- E que fez durante o bom tempo que não construiu a sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse.
- Eu cantava, bem sabe...
- Ah!... exclamou a formiga recordando-se. Era você então que cantava nessa árvore
enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
- Isso mesmo, era eu..
Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria
nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre:
que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama
e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.
(Fonte: http://www.entrelinhas.unisinos.br)

A Raposa e as Uvas - Esopo
Uma Raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas
grades de uma viçosa videira, alguns cachos de Uvas negras e maduras.
Ela então usou de todos os seus dotes e artifícios para pegá-las, mas como estavam
fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu.
Por fim deu meia volta e foi embora, e consolando a si mesma, meio desapontada disse:
Olhando com mais atenção, percebo agora que as Uvas estão todas estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio.
Moral: Ao não reconhecer e aceitar as próprias limitações, o vaidoso abre assim o caminho para sua infelicidade.
(Fábulas Ilustradas: A Raposa e as Uvas - © Copyright 2000-2009 http://www.sitededicas.com.br)

O lobo e o cordeiro
Aquele verão estava muito quente e um lobo dirigiu-se a um riachinho, disposto a
refrescar-se um pouco. Quando se preparava pra mergulhar o focinho na água, ouviu
um leve rumor e viu a grama se mexendo. Ao olhar em direção ao barulho, avistou
logo adiante um cordeirinho, que bebia tranquilamente.
- Que sorte! – pensou o lobo. – Vim para beber água e encontro comida também...
Colocou um tom severo na voz e chamou:
- Ei, você aí!
- É comigo que o senhor está falando? – surpreendeu-se o cordeirinho. – Que deseja:
- O que é que eu desejo?! Ora, seu mal-educado! Não vê que, ao beber, você suja a
minha água? Nunca ninguém ensinou você a respeitar os mais velhos?
- Senhor...Como pode dizer isso? Olhe como eu bebo com a ponta da língua...
Além do mais, com sua licença, eu estou mais abaixo, e o senhor mais acima...A água
passa primeiro pelo senhor e só depois por mim. Não é possível que eu o incomode! –
respondeu o cordeirinho, com voz trêmula.
- Ora essa! Com a sua idade já quer me ensinar pra que lado corre a água?
- Não, de jeito nenhum, não é isso...Só queria que reparasse.
- Que reparar que nada! Você não me engana! Pensa que escapará, como no ano passado, quando andava por aí, falando mal da minha família? “Os lobos são assim,
os lobos são assado!” Você teve muita sorte por nunca termos nos encontrado, senão
eu já teria mostrado a você como são os lobos!
- Nem imagino quem lhe contou isso, senhor, mas é mentira. A prova é que, no ano
passado, eu ainda nem tinha nascido.
- Pois, se não foi você, foi seu pai! – rosnou o lobo, saltando em cima do pobre
inocente e devorando-o.
Moral: Quando uma pessoa está decidida a fazer o mal, qualquer razão lhe serve, inclusive uma mentira.
(Fábulas de Esopo / Adaptação de Regina Drummond. – São Paulo: Paulus,1996. – (Lendas e Contos))

FONTE:
http://www.educacao.go.gov.br/

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